☞ O futuro na computação quântica

Futurologia: Só um super computador pode alcançar a tecnologia que buscamos
"Há muito tempo atrás, no lendário planeta de Magrathea, uma raça de seres hiperinteligentes ficou de tão saco cheio de tentar achar a resposta para o Vida, o Universo e Tudo Mais, que resolveu construir um super computador capaz de calcular uma resposta definitiva para essa pergunta. E a esse computador chamaram de Pensador Profundo.
7,5 milhões de anos depois, o Pensador afirma que a resposta é 42, mas que eles ainda não conheciam a pergunta e afirma que deveria ser construído um megacomputador que seria capaz de calcular a pergunta. E a esse planeta eles deveriam chamar de Terra." Guia do Mochileiro das Galáxias sobre Pensador Profundo

Imagine as possibilidades que uma computação quatro vezes mais avançada do que a atual nos traria. Aviões mais seguros, eleições mais confiáveis, doenças diagnosticadas com antecedência e precisão… Futuro distante? Não por completo, a boa notícia é que já estão pensando nisso.

Quando observamos a inteligência artificial e o desenvolvimento da informática como um todo, vemos que a evolução tecnológica vem em um crescendo sem fim. Com isso, é de se perguntar se teremos máquinas capazes de acompanhar esse ritmo de progresso. Não é difícil perceber que os computadores atuais possuem limitações e com isso surgiu a necessidade da criação de um computador diferente dos comuns, que acompanhasse a evolução que buscamos. Nesse sentido, muitos especialistas acreditam que a resposta está na computação quântica. Mas, o que é isso afinal?

Primeiro precisamos entender que na computação tradicional, os dados são armazenados em bits que guardam uma resposta 0 ou 1 de informação. Já na computação quântica são utilizados os qubits, que podem conter esses dois valores sobrepostos ao mesmo tempo. Isso significa que esses computadores são capazes de realizar múltiplas operações simultâneas e com maior velocidade. Entretanto, essa evolução pode atingir um certo limite onde não será possível aumentar essa velocidade. E é aí que entra a computação quântica para ajudar a superar esses obstáculos através de uma revolução na computação em si e na forma como ela é pensada.

Só que essa revolução tem ainda muitos desafios – em termos práticos, teóricos e físicos – para resolver. Alguns dados interessantes:

  • A pesquisa para o desenvolvimento da computação quântica teve início nos anos 50;
  • Em 2011, a D-Wave lançou o primeiro computador quântico para comercialização, o D-Wave One, que possui um processador de 128 qubits. Porém, essa máquina ainda não é totalmente independente, precisa ser usada em conjunto com computadores convencionais;
  • Apesar dessas iniciativas, ainda não existe hoje um computador inteiramente quântico funcionando. E busca dele, a própria D-Wave, entre outras, tem feito promessas, que se forem cumpridas, anunciarão um novo horizonte para a realidade e o mercado de computadores;
  • A dificuldade de se criar um computador quântico está no fato de que os processos computacionais passam a ser no universo atômico, que carece de tecnologias de manipulação ainda. Um dos principais problemas, por exemplo, é a alta taxa de erros causada pelo meio ambiente, devido a extrema sensibilidade da tecnologia.

Vale lembrar que para a maioria das aplicações convencionais os computadores atuais são eficientes. Porém para aplicações que requerem um processamento intenso o computador quântico é a opção mais promissora. Segundo o físico Ivan Oliveira, do Centro de Pesquisas Físicas (CBPF), “Na teoria, computadores baseados em Qubits poderiam resolver problemas, que hoje levariam bilhões de anos, em questão de minutos.” Entre as inúmeras maneiras que a computação quântica tem para mudar a nossa vida, é de se esperar o que o futuro (e a tecnologia) nos reserva.

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